sexta-feira, 2 de maio de 2014

OS TROVADORES


No passado dia 30 de Abril, os alunos da turma A do 8º ano participaram no projeto das «Trovadores», fazendo a leitura expressiva e dramatizada do poema “Limpa palavras” de Álvaro Magalhães a turmas do 5.º e 6.º anos de escolaridade, a alunos no centro de recursos Paulo Taborda, aos funcionários da Secretaria, passando, ainda, pela Direção da nossa escola. Os alunos foram acompanhados pela professora Sofia Venceslau, que ajudou na preparação deste projeto. Com uma introdução musical, cantada por uma aluna da turma, e vários alunos espalhados, representando a limpeza de algumas palavras com vassouras, panos e esfregonas, os alunos iniciaram essa manhã com leituras, levando a várias salas e espalhando pela Escola, com orgulho e muita dedicação, Palavras.    
            
Os alunos afirmam que foi um dia diferente e divertido e gostariam de repetir, todos leram muito bem e esperemos que os alunos, professores e funcionários tenham gostado do nosso trabalho. Os alunos receberam aplausos e elogios no final de cada leitura pelo esforço e tempo que dedicaram a este projeto e agradecem a todos que os ouviram com atenção e interesse.


Foi uma manhã muito bem passada e os alunos esperam por mais projetos em que possam participar e dar a conhecer mais sobre este mundo que é a poesia, aos seus colegas. Entretanto, aqui fica uma mensagem da turma:


Palavra

A palavra é uma palavra
De significado desconhecido:

A palavra é cheia…
Cheia de significado,
Cheia de vazio.
A palavra é dita…
Dita por quem a enche.
De tão cheia que está
Fica gorda,
Tão gorda de letras,
Tão gorda de significados…
De significados desconhecidos
Que a emagrecem.

A palavra tem de ser verdadeira
E ganha asas
Voa para o vazio infinito.
Às vezes, não gostamos
Daquele vazio,
Um vazio que não se ouve
Cheio de sons e palavras…

A palavra tem de ser ouvida
E ouvida por quem a quer…
Mas, onde está o som?
Estará dentro de mim?
Não! Está dentro de nós!
Quem a vai receber?
                                                               Poema coletivo 8.º A




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