sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Uma viagem ao mar




Um dia, estava eu na praia, a brincar, quando encontrei um rasto de conchas em direção ao mar. Segui-o e encontrei um peixe que respirava dentro e fora de água. E não só… Comia conchas e também falava. Aproximei-me e perguntei-lhe:

         - Tu falas mesmo?

         - Sim, porquê? – admirou-se o peixe.

         - Porque nunca vi um peixe a falar.

         - Nunca ouviste peixes a falar porque eu sou o único peixe que fala.

         - E porque é que és o único peixe que fala?

         - Porque eu nasci na Gruta da Flor Branca. Queres ir lá comigo?

         - Sim, sim. – respondi eu, entusiasmado.

         O peixe fez um feitiço para eu poder respirar debaixo de água e, então, lá fomos. Passámos por muitos peixes, corais e também por cavernas até que chegámos. Vi lá muitos cristais, corais, etc… E eu questionei-o, mais uma vez:

         - Mas, como é que, a partir deste lugar, conseguiste falar?

         - Olha, estás a ver aqueles cristais, ali, em cima?

         - Sim.

         - Quando eu nasci, eram duas horas e, a essa hora, o sol batia nos cinco cristais, formando uma estrela que veio na minha direção. E… Fez-se magia.

         -Ah! Faz sentido! Obrigada por me teres revelado este mistério!

         - De nada.

         Aquele dia foi, para mim, uma autêntica odisseia.

João Rodrigues, n.º9, 5.ºG

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