sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Uma história do mar: a de um pescador audaz



Uma história do mar: a de um pescador audaz
 

         Josué era um pescador muito audaz. A família de Josué o esperava para o jantar.

         Josué tinha saído, de madrugada, para pescar, em busca de sustento para a família. O pescador, para trás, deixava a sua mulher e os dois filhos: um menino e uma menina. Preparava-se para mais um dia, mais uma alvorada. Antes de entrar no seu barco, rezava à Nossa Senhora do Mar.

        Ele, mal entrou no barco, pressentiu umas palavras que o vento lhe dizia:

        - Cuidado com o mar, hoje está pujante!

        Josué lembrou-se que, outrora, o seu pai falecido lhe dizia:

        - Filho, se quiseres ter esta profissão, tens de ser audaz.

        Entrou no seu barco e lá partiu.

        Posteriormente, após percorrer várias milhas, começou a sentir umas pingas a cair sobre o seu rosto. Iam caindo, cada vez mais fortes e, de um momento para o outro, as ondas pujantes não deixaram Josué escapulir. Depois de tanto lutar contra aquelas ondas aterradoras, tinha perdido a força e deixou-se levar.

        No final da tempestade, um corpo acabou por dar à costa e, no momento em que o corpo veio com as ondas da rebentação, um pescador olhou e viu que era o corpo de Josué. O tal pescador foi logo informar a família.

        No dia seguinte, foi o funeral de Josué, mas não um funeral qualquer. Josué tinha sido colocado num barco e fora levado pelas ondas.

        O seu último desejo era mesmo esse: quando morresse, que fosse levado pelas ondas. E assim foi.

        Josué era mesmo um pescador audaz. Só queria o melhor para a sua família, mas, desta vez, não acabou bem para o seu lado.

        Mesmo depois da morte, Josué acompanhou a sua família, tornando-se no seu anjo da guarda.




Vítor Marques, nº28, 6ºC

Imagen in: http://www.abi.org.br/pescador-2/

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